Por: Suzano Almeida
Com a guerra entre Israel e o Hamas, entrando no seu 7º dia, a Comunidade Internacional esta em parafuso. A pressão por um cessar fogo é constante, principalmente sobre o governo israelense, mas nem entre os próprios integrantes da ONU há um consenso sobre o assunto.
Após verem seu povo passar por dificuldades dentro da Faixa de Gaza, devido as barreiras impostas pelo exercito israelense, integrantes do Hamas não renovaram com Israel o acordo de cessar fogo, assinado a seis meses (antes do inicio dos últimos ataques) e declararam o fim do período de trégua após lançarem um primeiro foguete em direção a Israel.
A bem da verdade este confronto não tem apenas um carácter de defesa, mas de extermínio. São lançadores de foguetes, que raramente acertam algum alvo importante, contra caças e tropas altamente armadas e com o patrocínio dos Estado Unidos. A preocupação em eliminar o Hamas na Faixa de Gaza é tão intensa que os ataques não estão poupando nem os civis da região. Por mais que as autoridades israelense digam que o objetivo é o Hamas centenas de civis já foram mortos, além de um hospital com crianças e idosos, o que fere todos os tratados de guerra.
A imposição de um Estado israelense feita a 60 anos atrás, após o fim da Segunda Guerra Mundial, deu inicio aos confrontos de dois povos históricamente inimigos, e com o patrocínio de países como os EUA apenas de um lado (Israel) esse confronto se tornou ao longo dos anos um massacre de um lado só. A tão temida Jihad Islâmica (Guerra Santa Mulçumana) é hoje uma realidade não só pelo extremismo dos povos árabes, mas pela situação criada sobre eles ao longo dos anos.
Aqui no Ocidente o estatus de inimigos do mundo até o inicio da década de 90 eram dos russos da extinta União Soviética, mas com o fim da Guerra Fria o foco mudou e os inimigos se tornaram todos os povos mulçumanos - ódio disseminado pelos EUA, após a guerra do Golfo -. Talvez por isso o patrocínio intenso a Israel e a falta de apoio aos palestinos da Faixa de Gaza até por parte da imprensa que dá mais ênfase as mortes do lado de Israel do que a mais de 400 vítimas do lado palestino. O que nos faz remeter a reunião de emergência da ONU, onde os EUA queria responsabilizar o Hamas, única e exclusivamente pelo inicio dos confrontos além de afirmar por meio da Casa Branca que Israel tem todo direito de se defender. Mas isto não é defesa e sim extermínio.
Quanto ao desfecho deste episódio, já está claro que a intenção dos israelenses de eliminar o Hamas da faixa de Gaza e retormar o território, mas a que preço? Até quando a ONU vai se manter passiva a esta situação? De quê serve um tribunal internacional sem poder suficiente para intervir numa situação como esta além de se curvar aos mandos e desmandos de um único país?
O novo cenário mundial ainda demonstra que ninguém manda mais do que aqueles que mais matam no mundo e que os gritos de dor só são escutados do lado mais forte. Já que a eficiência das mortes provocadas pelas potências do Oriente Médio não dão direito de defesa aos mais fracos.
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sábado, 3 de janeiro de 2009
sábado, 30 de agosto de 2008
Putin acusa EUA de provocar guerra na Geórgia
O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, acusou os Estados Unidos de financiar e provocar uma guerra étnica na Geórgia para beneficiar a campanha à Casa Branca de John McCain.
Segundo Putin esta foi uma estratégia para valorizar as propostas de manuntenção da política de guerra dos Estados Unidos e do sucessor de George W. Bush.
O ex-presidente russo afirma que a estratégia era criar uma mini-guerra vitóriosa com o apoio americano, ou ainda, em uma possibilidade de intervenção russa, mostrar que os russos continuavam sendo inimigos dos americanos, o quê daria razão a campanha de McCain.
Putin encerrou sua declaração afirmando que essas ações seriam para benificiar o candidato do partido no poder, já que só ele poderia dispôr destes recursos.
Segundo Putin esta foi uma estratégia para valorizar as propostas de manuntenção da política de guerra dos Estados Unidos e do sucessor de George W. Bush.
O ex-presidente russo afirma que a estratégia era criar uma mini-guerra vitóriosa com o apoio americano, ou ainda, em uma possibilidade de intervenção russa, mostrar que os russos continuavam sendo inimigos dos americanos, o quê daria razão a campanha de McCain.
Putin encerrou sua declaração afirmando que essas ações seriam para benificiar o candidato do partido no poder, já que só ele poderia dispôr destes recursos.
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